terça-feira, 2 de novembro de 2010

Noites vazias

Meus segredos meu destino e minha ilusão, cada lugar cada rancor minha loucura e minha razão... A noite vazia me toma de sentimentos e já não sei o que procurar... Então vem a sensação engraçada que me parece aquela que dá quando a gente esquece alguma coisa e não sabe o que é. Já não sei se é ausência ou saudades... Não sei se isso é vontade de sonhar de novo, talvez seja... Quem não gosta de um abraço diferente que faça acreditar nas flores? Ou talvez um abraço roubado...

É que tem uma noite que percebemos coisas que já estavam radiando em nossa frente a muito tempo e a decepção vem como neblina ditando o tal sentimento de nostalgia. Já não faz mais sentido as coisas estarem no mesmo lugar e é na calada da noite quando tudo se faz silêncio que deixamos ouvir o coração e começamos a desatar alguns nós, . Onde começamos, mesmo que ainda confusos, a entender nossas verdades que por egoísmo humano não conseguimos perceber antes !!Ninguém gosta de ter que insistir muito e nem tem paciência infinita para esperar. Ninguém prefere ser a segunda opção e a única coisa que importa, muitas vezes, é que nos tratem bem. Isso não é ser uma pessoa difícil é apenas querer algo melhor!!
Todo mundo tem uma busca que é só sua.  Comigo está mais ou menos assim e apesar de esta noite ainda cheia de dúvidas de como devo dosar as coisas tento viver e sentir.  Tem horas que volta a impressão que lá no fundo gritando que nunca saberei se fico ou se vou embora.

Em um turbilhão de pensamentos me lembro de que um dia me falaram pra esperar mais, mas acho que não sei ficar num lugar muito tempo sem que me façam sorrir, sou do vento, sou do fogo, mas não sou da terra, De certo ainda encontro o que procuro dentro de mim e essas noites vazias talvez tomem forma. Eu só não quero ter que dar mais voltas em torno de mim mesma. Eu não quero ter que insistir presença, Quero que ela venha de coração, da vontade de ficar junto e não como uma obrigação. Odeio abraços vendidos. Eu quero ver as flores, chega de só ouvir falar delas... Tanto falar...
Então no fim me pego pensando na vida como uma rua cheia de casinhas e explico o sentimento que me consumia no inicio. Como se a gente tivesse que olhar todas as casinhas dessa rua e escolher uma sem saber o que vai encontrar lá dentro. Bate na porta, ela se abre e as vezes somos convidados a entrar. Sempre esperamos ser bem tratados, e nos sentir parte dela, mas muitas vezes nem permanecemos ali por muito tempo. Então escolhemos outras casinhas... Umas pessoas dão sorte, outras não, batem, batem... Quando entramos em cada casinha e saímos deixamos um pouco de nós, mas trazemos conosco também um pouco mais de conhecimento.

Existem casinhas de portas arrombadas, mas outras imperadas  não adianta ficar no frio batendo que elas nunca irão abrir  Então vai se procurar, mesmo que com o coração na mão uma porta que se abra, a acolha bem e a esquente. Algumas pessoas batem em qualquer porta sem nem querer saber como elas são, outras escolhem de mais e acabam em lugar nenhum. Há pessoas que não cuidam bem do que colocaram dentro da casinha e quando se dão conta estão sozinhas. Ainda existem os que escolhem determinada casinha por parecer melhor que as outras. Pessoas que se enganam, nem sempre essas são as mais aconchegantes. Por fim ainda existem os infelizes que vivem por enganar quem os espera na porta.

Porém uma coisa é certa, por mais que te agrade uma dada casinha você não vai ficar admirando ela do lado de fora por muito tempo se não te deixam entrar e nem vai ficar ali dentro se não se sentir necessária. Talvez uma hora vai perceber que existem outras casinhas que podem, de uma forma ou outra te abrigar. Quem sabe aquela pessoa que não te permitiu entrar em outro momento se sinta tão só e olhe pela janela. Ela pode já não encontrar ninguém do lado de fora.... Já é muito tarde, pois tudo o que a gente quer é ser tratado bem quando entramos numa casinha dessas e isso é o que nos faz permanecer!!

Essas casinhas não são você ou eu, pois não tem como saber quem dita as regras, ou quem deixa entrar, essas casinhas são o nosso sentimentos!

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